Editorial: Todo dia, t-shirt!

Conversamos lá na fanpage sobre como muitas vezes nós acabamos apelando pro básico quando falamos de t-shirts. Mas também, dá pra entender, né… muitas vezes a modelagem quadradona e o tecido rígido das camisetas que nós vemos por aí não nos permite variar muito. Uma calça jeans ou um shortinho são as melhores opções, e olhe lá! Por isso, fotografamos esse minieditorial com algumas ideias de visús simples e bacanas com as nossas t-shirts!

Nada de megaproduções aqui, viu? Queremos inspirar vocês a usarem camisetas no dia-a-dia, com o que todas temos dentro do guarda-roupa (aquele jeitinho Not so it de fazer as coisas!).

Vem ver o que vocês acham! 😀

CamisetaAsleep
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A nossa camiseta Fall in love é toda engraçadinha e delicada, por isso quisemos mostrar uma produção com essa mesma vibe. A saia floral é feminina e uma delícia para combinar com outras estampas, já que tem o fundo escuro e cores bem sóbrias. Nos pés? A gente vota na sapatilha, mas você pode optar por uma botinha de cano curto ou até um salto, se a intenção for sambar na cara da sociedade. A bolsinha baú é aquela que ajuda qualquer um, porque é linda, estilosa e cabe a vida dentro!

Camiseta: “Fall in love” / Saia: C&A / Bolsa: Zara

CamisetaBitch

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Calma, eu sei, dá vontade de sair com uma roupa igualzinha, né? Essa camiseta Bitch, please é nossa queridinha e ela simplesmente deixa tudo mais maravilhoso! Então nem precisamos fazer muito esforço: cardigan compridinho e colorido pra dar uma alegrada na cara de todo dia e a saia basicona que é super quebra-galho! Acessórios sem muito mimimi que é pra camisa ganhar destaque! Fala sério, isso é que é roupa linda, Brasil! Pra ir do trabalho pro aniversário da amiga, passando pela cervejinha no meio da semana e acabando no cinema de domingo. ❤

Camiseta: “Bitch, please” / Saia: C&A / Cardigan: Zara / Bolsa: Zara / Sapatilha: Sonho dos pés

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Camiseta tem cara de conforto. Combinada com um shortinho e uma alpargata então, já era! Carinha de Rio de Janeiro no pôr-do-sol (ou pra quem é mais humilde tipo a gente, sorvete do McDonald’s no sábado à tarde). Se você não gosta de short curtinho, não tem problema! Escolhe aquele jeans que você adora e, pra dar um charmezinho, dobra a barra pra ficar bem fresquinho! Pronto! 😉

Camiseta: “Old is cool” / Short: C&A / Alpargata: Converse

CamisetaTattoo

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Eu sei que nós somos extremamente suspeitos pra falar, mas achamos também que essa camiseta Tattoo não precisa de complemento nenhum! Ela é linda por si só! Mas, mais uma vez, apelamos para a terceira peça pra trazer mais cor pro conjunto todo! Todo mundo sabe do truque da terceira peça né? O shortinho jeans pode ser substituído por absolutamente qualquer coisa: saia, calça jeans, legging, saia longa… as opções são infinitas!

Camiseta: “Tattoo” / Short: C&A / Cardigan: Ebay

CamisetaTV

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Eu queria dizer assim: “SAI SÓ DE CALCINHA, PORQUE NOSSA CAMISETA JÁ É O SUFICIENTE”, mas vai que vocês são presas depois e falam no tribunal (?) que a culpa era nossa, né? Então, olha… mais uma vez o short jeans basiquinho faz as vezes de parte de baixo, podendo ser substituído, como dito ali em cima, por qualquer outra peça! A botinha de cano curto é amor verdadeiro, amor eterno, mas também poderia ser substituída por tênis, sapatilha, salto, etc etc etc. Agora, vejam só: bateu o frio. Como lidar? Gente, a combinação blazer + camiseta é DEMAIS! Quer sair à noite? Combina o blazer e camiseta com uma calça skinny preta e um saltão. Fim. Próximo passo é você dando entrevista pra TV como a mulher mais sexy do mundo.

Camiseta: “TV Show” / Short: C&A / Blazer: Ebay / Botinha: Lojinha na rua São Mateus que a gente não sabe o nome

Bom, agora corre lá na loja pra conhecer as outras camisetas e moletons que não entraram no editorial! O próximo passo vocês já sabem: é tirar uma foto com o seu visú completo, postar lá no Instagram e marcar a @notsoit. Quem sabe não rola até uma promoção de melhor produção com camiseta Not so it, hein? 🙂 (spoiler alert).

Queremos sempre trazer ideias bacanas pra vocês e vamos sempre precisar de meninas que se identifiquem com a marca para ocupar o importante papel de modelo! Se você curte as nossas coisas e tá a fim de umas novas fotos pro perfil (a gente sabe que todo mundo quer), fala com a gente aí nos comentários (não precisa ser modelo profissional, não precisa ser alta, nem magrela, nada disso. Precisa curtir nossas coisas e se identificar com as nossas ideias)!

O nosso eterno MUITO OBRIGADA à Marina Mamede, fotógrafa incrível, e à Isabela, que topou essa loucurinha com a gente! 😉

Beijos e até a próxima!

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Not so it: a marca!

Não me pergunte exatamente como surgiu essa ideia de girico de ter uma marca de camisetas. A bem da verdade, ela deve ter surgido de uma sugestão despretensiosa bem do tipo “vamos ter uma marca de camisetas?”. O porquê de essa opção ter ido pra frente e as outras, do tipo “vamos morar na praia e viver de vender camarão?” e “vamos montar uma dupla de DJs que vive de mixar sertanejo?”, terem ficado pra trás, a gente não sabe.

Só sei que eu e Juan sempre tivemos uma ideia muito clara de quem eram as pessoas que liam o que a gente escrevia aqui. E sempre tivemos muita certeza do que pensamos em relação à moda, mercado, dinheiro e etc e soubemos, a partir deste espaço aqui, que muita gente tinha opinião parecida. Assim, não foi difícil imaginar como seria a nossa marca caso um dia ela existisse: básica sem ser chata, democrática, ótimo custo/benefício e com um toquezim de humor.

Eis que, depois de quase um ano e meio de muitas e muitas e muitas noites sem dormir, a marca Not so it sai do papel!

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Gente, só que já tentou começar um negócio próprio sabe o quanto isso é difícil. No nosso caso, parece que Murphy estava o tempo todo sentado com o pé esticado esperando pra gente tropeçar mais uma vez. Eu sei que parece impossível acreditar nisso, mas TUDO que poderia dar errado, deu. Com força. Quem esteve com a gente durante todo o processo sabe que dessa vez eu não estou exagerando.

MAS, o tempo todo eu fiquei com uma frase na minha cabeça (que mais tarde veio a se tornar uma das nossas estampas!): “if not now, then when?”. E nós insistimos! Até hoje podermos vir aqui pra mostrar pra vocês WHAT NOT SO IT IS ALL ABOUT!

– Modelagem: 

Camiseta Not so it modelagem

1. Comprimento: nossas camisetas são compridas. Como eu sempre usei t-shirts, achava um saco quando, vocês sabem, “tudo” ficava assim, à vista. Desse jeito, nada aparece! Inclusive, elas são mais compridinhas atrás, pra tampar também boa parte do pandeirão!

2. Largura: nada de coisa justa incomodando por aqui. A nossa t-shirt é larguinha, bem confortável, porém acinturada pra acompanhar as formas do nosso corpo. Camiseta quadradona nunca mais! Inicialmente, nós optamos por uma modelagem mais ampla, querendo atender o maior número de “corpos” possível (já que é mais fácil cortar e apertar do que alargar, né?)! Inclusive, nossa grade vai do P ao GG! Tem pra todo mundo!

3. Decote: eu, como consumidora, sou ex-tre-ma-men-te chata com decote. E acho que é um problema pra muita gente! As meninas que têm muito peito não gostam de decotes muito fechados, as que têm pouco peito não gostam de decote muito aberto… enfim! Eu GARANTO pra vocês que nunca experimentei uma camiseta com um decote tão… tão… perfeito! Nada aparece demais, nem de menos. Foi um ponto muito pensado e corrigido vááárias vezes até alcançar a forma que consideramos ideal. E posso dizer que as meninas que compraram até agora acharam o mesmo! 😀

4. Manga: é muito comum que as camisas femininas tenham a manga mais justa. A nossa também é bem larguinha e super confortável. Permite que você se movimente melhor sem que nada incomode e é até mais fresquinha. Garanto que dá pra trabalhar com ela o dia todo sem querer chegar em casa correndo pra tirar! 🙂

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– Moletons:

Moletom Not so it

Para o inverno, lançamos uma mini-coleção de moletons, com três estampas! Esse aí de cima tem a frase que eu citei no começo do post! 😀 Gente, os moletons foram TÃO sucesso que a gente vai expandir a coleção, com reposição das numerações que já acabaram (sim, cinco dias de existência e algumas numerações já se foram) e novas estampas! Eles são quentinhos, compridinhos como as nossas camisetas e apenas uma palavra descreve: AMOR

Já usei o meu com calça, legging, short e até por cima de vestido. Já usei com cordão grandão, cachecol e se eu estivesse nos anos 90 certamente usaria com gargantilha! Já usei com tênis, bota, sapatilha e até um scarpin poderosíssimo. Sério, é a coisa mais versátil do mundo! ❤

Se você for lá no site agora e não tiver a numeração que você quer no seu preferido, não se preocupe! As reposições estão chegando em breve!

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– Preço e exclusividade:

Uma das primeiras coisas que nós decidimos quando demos início à criação da Not so it foi a questão do preço. Nós, que sempre falamos de moda barata aqui, não poderíamos ir contra isso na hora de criar a nossa própria marca. Por isso, cobramos pelos nossos produtos o que nós pagaríamos caso os víssemos em alguma arara. Infelizmente, não somos (ainda!) uma empresa giga com mil funcionários e precisamos terceirizar cada parte do processo, o que aumenta MUITO os nossos custos. Mesmo assim, mantivemos o preço que sempre imaginamos, desde o princípio, que confere às nossas peças um excelente custo/benefício! 🙂

Outra coisa que decidimos desde sempre foi o número de peças que produziríamos. As nossas grades são muito pequenas, ou seja, temos pouquíssimas unidades de cada tamanho. Assim, temos a possibilidade de lançar sempre estampas novas e investir em outros produtos e modelagens!

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Bom, achei válido vir aqui mostrar pra vocês um pouco da nossa perspectiva sobre a Not so it! Estamos perdendo o medo e curtindo muito cada momentinho dessa nossa nova profissão (ui, que medo)!

Agora, corre lá no nosso site pra ver as nossas peças e, quem sabeeee, fazer umas comprinhas 😉

Um beijo pra vocês e muito obrigada!

 

 

Chorando a jaqueta Hard Rock derramada

Quem acompanha a nossa fanpage viu que ontem postamos uma lista do Buzzfeed (UM BEIJO BUZZFEED) com os 42 itens de moda que qualquer garota que tenha vivido no Brasil nos anos 90 teve. Não preciso nem falar no alvoroço que foi. Todo mundo enlouquecido com as pulseiras de miçanga e gargantilhas de tatuagem tribal.

Compartilhei o post na minha timeline e, junto com ele, contei uma história – dentre as várias que eu tinha pra contar em relação às peças IT dos anos 90 – de como o meu sonho era ter uma jaqueta do Hard Rock Cafe.

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Gente, não é brincadeira. Era um sonho, sonho mesmo. Eu via as pessoas usando aquela obra de arte em jeans e pensava: “nossa, como ele deve ser rico”. Aquilo pra mim cheirava sucesso. Na minha cabeça, todo mundo que usava Hard Rock Cafe tinha também automaticamente uma mochila da Company, um moletom da Pakalolo, um gloss de menta da Avon e uma casa com sacada (todos os itens representantes da palavra “riqueza” para a Lorena dos anos 90).

Posso falar? Não ter tido a jaqueta me dói. Eu aqui, no alto dos meus 27 anos, reclamando da estupidez da juventude atual, pensando estar cada dia mais próxima da tão sonhada “tacaprofoda-sezisse” na vida, me pego desejando uma jaqueta jeans forjada lá pelos idos de 95 e sofrendo pela falta que ela poderia ter me feito aos nove. Vejam, ela não me fez falta aos nove. Me faz hoje, anacronicamente.

E aí, olha que loucura: fiquei pensando que as crianças devem ser uns bichos realmente muito resilientes, porque eu não me lembro de ter sofrido tanto por querer uma jaqueta que eu jamais teria. E quando eu ganhei um tênis “Reborok”, achei engraçadíssimo, mesmo sendo zuada por dias. Me recuperei rápido por ter sido chamada de “coxinha” na escola (mas também, com o sobrenome Salgado a piada fica quase pedindo pra ser feita) ou por ter recebido o apelido carinhoso de “Tô raso, tô fundo” das primas por ter uma perna ligeiramente (risos) mais curta que a outra. Isso não me causava dor alguma aos dez anos – chegando eu aí à conclusão de que crianças se recuperam rápido frente a situações adversas. Mas agora estou eu aqui, mais uma vez no alto dos meus 27 anos, chorando a jaqueta Hard Rock derramada. Gente, chorando. Sentindo “saudades do que nunca vivi”. E aí a gente entende que a criança aguenta firme e forte, mas vira um adulto todo quebradinho por dentro.

Crescendo, a gente aprende a transformar todas essas experiências de infância em histórias engraçadas pros amigos (acreditem, a história do Reborok é um sucesso na mesa de bar), mas vez ou outra um lampejo de sanidade faz a ligação entre cada uma das nossas neuras, cismas e problemas de aceitação atuais com aqueles dias lá em 94 em que nos chamavam de “Popotinha, a poupança da alegria”.

Estou certa de que todo mundo se deixou influenciar pela opinião alheia, pelo tênis que o amigo tinha e a gente não ou pelo apelido engraçadinho que parecia nem incomodar. E se permitiu crescer com essas rachaduras, sem saber que elas são suficientes para enfraquecer nossa estrutura. Para tentar consertá-las, cada um vai à sua moda: faz piada, faz terapia, faz merda, faz filhos.

Eu vou começar comprando uma jaqueta do Hard Rock Cafe.

Natalie Portman e uma discussão sobre moda

E aí, mios amores (tô italiana),

Como todos estão exaustos de saber, no domingo tivemos a 84a. edição do nosso amigo Academy Awards. Quem é de filme, se liga em filme, quem é de moda, se liga em moda. Eu sou dos dois, mas foquei na última coisa e fiquei observando a passarela das famosas.

Vou me abster de fazer um post sobre os looks do tapete vermelho, porque, né? Chega! Mas lá na página do blog no “face” (adoro “face”) eu fiz uns comentariozinhos bem subjetivos sobre algumas das moças.

E foi justamente um desses comentários, e uma dessas moças, que me trouxeram até aqui.

Assim como muita gente, quando eu vi a lindíssima da Natalie Portman com aquele vestidinho de POÁ, não consegui compreender. Achei xoxo, sem graça – e pensei que cabelo, maquiagem e joias só confirmavam minha opinião.

Eis que, nas minhas andanças pela interwebs, fico sabendo que o vestido xoxinho de bolinhas amarelinhas de Portman era na verdade um Dior super mega ultra vintage, de 1954. E aí por um minuto as coisas fizeram mais sentido. “Poxa, tudo bem, vale a pena por ser vintage”. Mas, retruquei-me a mim mesma: “será?”.

Quem sou eu nesse universo de meu Deus para criticar um Dior do ano de nascimento de minha mamãe. É uma peça de cunho quase histórico, chego a dizer. Representa mesmo uma década onde tudo aquilo que está presente naquele vestido (modelagem, cor, estampa) fazia completo sentido. Mas, por isso, devo dizer que ela estava linda? Devemos levar em conta só a peça e não o conjunto ao qual ela se integra?

Fiquei matutando sobre isso e pensei que esse treco de moda é muito complexo: valoriza a imagem, mas também a história, leva em conta atitude, não esquece a personalidade, mas “hegemoniza” com tendências…  Não é demais? Não é à toa que eu adoro!

Mas quero saber o que vocês acham: o fato do vestido de Natalie ser um Dior vintage faz dele uma peça mais bonita?
O final… VOCÊ DECIDE (lógico que eu ia fazer essa piada, né?)!

Beijos,

Lorena