Not so it: a marca!

Não me pergunte exatamente como surgiu essa ideia de girico de ter uma marca de camisetas. A bem da verdade, ela deve ter surgido de uma sugestão despretensiosa bem do tipo “vamos ter uma marca de camisetas?”. O porquê de essa opção ter ido pra frente e as outras, do tipo “vamos morar na praia e viver de vender camarão?” e “vamos montar uma dupla de DJs que vive de mixar sertanejo?”, terem ficado pra trás, a gente não sabe.

Só sei que eu e Juan sempre tivemos uma ideia muito clara de quem eram as pessoas que liam o que a gente escrevia aqui. E sempre tivemos muita certeza do que pensamos em relação à moda, mercado, dinheiro e etc e soubemos, a partir deste espaço aqui, que muita gente tinha opinião parecida. Assim, não foi difícil imaginar como seria a nossa marca caso um dia ela existisse: básica sem ser chata, democrática, ótimo custo/benefício e com um toquezim de humor.

Eis que, depois de quase um ano e meio de muitas e muitas e muitas noites sem dormir, a marca Not so it sai do papel!

pulando-comemoracao

Gente, só que já tentou começar um negócio próprio sabe o quanto isso é difícil. No nosso caso, parece que Murphy estava o tempo todo sentado com o pé esticado esperando pra gente tropeçar mais uma vez. Eu sei que parece impossível acreditar nisso, mas TUDO que poderia dar errado, deu. Com força. Quem esteve com a gente durante todo o processo sabe que dessa vez eu não estou exagerando.

MAS, o tempo todo eu fiquei com uma frase na minha cabeça (que mais tarde veio a se tornar uma das nossas estampas!): “if not now, then when?”. E nós insistimos! Até hoje podermos vir aqui pra mostrar pra vocês WHAT NOT SO IT IS ALL ABOUT!

– Modelagem: 

Camiseta Not so it modelagem

1. Comprimento: nossas camisetas são compridas. Como eu sempre usei t-shirts, achava um saco quando, vocês sabem, “tudo” ficava assim, à vista. Desse jeito, nada aparece! Inclusive, elas são mais compridinhas atrás, pra tampar também boa parte do pandeirão!

2. Largura: nada de coisa justa incomodando por aqui. A nossa t-shirt é larguinha, bem confortável, porém acinturada pra acompanhar as formas do nosso corpo. Camiseta quadradona nunca mais! Inicialmente, nós optamos por uma modelagem mais ampla, querendo atender o maior número de “corpos” possível (já que é mais fácil cortar e apertar do que alargar, né?)! Inclusive, nossa grade vai do P ao GG! Tem pra todo mundo!

3. Decote: eu, como consumidora, sou ex-tre-ma-men-te chata com decote. E acho que é um problema pra muita gente! As meninas que têm muito peito não gostam de decotes muito fechados, as que têm pouco peito não gostam de decote muito aberto… enfim! Eu GARANTO pra vocês que nunca experimentei uma camiseta com um decote tão… tão… perfeito! Nada aparece demais, nem de menos. Foi um ponto muito pensado e corrigido vááárias vezes até alcançar a forma que consideramos ideal. E posso dizer que as meninas que compraram até agora acharam o mesmo! 😀

4. Manga: é muito comum que as camisas femininas tenham a manga mais justa. A nossa também é bem larguinha e super confortável. Permite que você se movimente melhor sem que nada incomode e é até mais fresquinha. Garanto que dá pra trabalhar com ela o dia todo sem querer chegar em casa correndo pra tirar! 🙂

__

– Moletons:

Moletom Not so it

Para o inverno, lançamos uma mini-coleção de moletons, com três estampas! Esse aí de cima tem a frase que eu citei no começo do post! 😀 Gente, os moletons foram TÃO sucesso que a gente vai expandir a coleção, com reposição das numerações que já acabaram (sim, cinco dias de existência e algumas numerações já se foram) e novas estampas! Eles são quentinhos, compridinhos como as nossas camisetas e apenas uma palavra descreve: AMOR

Já usei o meu com calça, legging, short e até por cima de vestido. Já usei com cordão grandão, cachecol e se eu estivesse nos anos 90 certamente usaria com gargantilha! Já usei com tênis, bota, sapatilha e até um scarpin poderosíssimo. Sério, é a coisa mais versátil do mundo! ❤

Se você for lá no site agora e não tiver a numeração que você quer no seu preferido, não se preocupe! As reposições estão chegando em breve!

__

– Preço e exclusividade:

Uma das primeiras coisas que nós decidimos quando demos início à criação da Not so it foi a questão do preço. Nós, que sempre falamos de moda barata aqui, não poderíamos ir contra isso na hora de criar a nossa própria marca. Por isso, cobramos pelos nossos produtos o que nós pagaríamos caso os víssemos em alguma arara. Infelizmente, não somos (ainda!) uma empresa giga com mil funcionários e precisamos terceirizar cada parte do processo, o que aumenta MUITO os nossos custos. Mesmo assim, mantivemos o preço que sempre imaginamos, desde o princípio, que confere às nossas peças um excelente custo/benefício! 🙂

Outra coisa que decidimos desde sempre foi o número de peças que produziríamos. As nossas grades são muito pequenas, ou seja, temos pouquíssimas unidades de cada tamanho. Assim, temos a possibilidade de lançar sempre estampas novas e investir em outros produtos e modelagens!

__

Bom, achei válido vir aqui mostrar pra vocês um pouco da nossa perspectiva sobre a Not so it! Estamos perdendo o medo e curtindo muito cada momentinho dessa nossa nova profissão (ui, que medo)!

Agora, corre lá no nosso site pra ver as nossas peças e, quem sabeeee, fazer umas comprinhas 😉

Um beijo pra vocês e muito obrigada!

 

 

Um empurrão na autoestima!

“Guess who’s back…
back again…”

Sou eu, Slim Shady! Mentira, sou eu, Lorena mesmo!

Bom, vim aqui contar uma experiência muito bacana pra vocês e que eu precisava compartilhar de alguma forma (e fiquei com vergonha de fazer isso no meu Facebook!):

Pra quem me conhece, sabe que minha autoestima é igual as temperaturas do inverno europeu: abaixo de zero (tudum, tss). Ultimamente, tem sido ainda mais difícil, porque ganhei bastante peso e ele insiste em permanecer aqui.

Maaaas, aí, minha amiga, mãe, blogueira e fotógrafa Marina Mamede deu as caras aqui por Juiz de Fora e estava doida pra fotografar. Eu, na minha eterna curiosidade e no ócio das férias, falei: “FOTOGRAFA EU”. E assim fizemos! Nada de produção: uma camisa branca, uma preta, uma t-shirt, maquiagem e cabelo feitos em casa. Olha aí parte do resultado:

(fiz uma montagenzinha pra não encher o blog de imagem minha!)

No fim das contas, eu AMEI o resultado, e olha que eu sou ex-tre-ma-men-te crítica! Achei que a Marina fez um trabalho incrível, ressaltando coisas legais em mim!

O post tá looonge de ser jabá ou troca de favores… Não é “diquinha de amiga” não, é só uma experiência que me envaideceu e deu um empurrão na autoestima!

Pra quem quer ver mais coisas da Marina, vai lá no Facebook ou então no site lindo dela!

Beijos (e não me zoem)!

Diquinha rápida – Lingeries

E aí, pessoas!

Passei aqui só pra dar uma dica rápida mesmo!

Já ouvi muitas meninas que têm o peito grande, ou as mais gordinhas, reclamarem que é muito difícil achar lingerie bacana em tamanhos maiores. Mas hoje, dei uma passadinha na Marisa e fiquei impressionada com a quantidade de conjuntos LINDOS que eles tem pras meninas mais fartas! Tem cada sutiã de morrer, com uns tamanhões de dar gosto!

E o que eu achei mais legal… nada de “tamanhos especiais”, não… estão lá, junto com as todas as outras lingeries. Tem muita coisa, mesmo! Pra quem sofre desse problema, vale a pena dar uma olhada. Não tirei fotos porque fiquei com medo de sofrer represálias dentro da loja! hahaha

Só lembrando, fui na loja aqui de Juiz de Fora, mas imagino que as outras Marisa do Brasil também tenham!

Beijos

Um papo sobre plus size

SPOILER: POST LONGO!

Boa madrugada, notsoitters!

E no terceiro final de semana consecutivo em casa, a gente faz o quê? Ajoelha no chão e pergunta: “POR QUÊÊÊÊ???” Escreve! Quem escreve, seus males espanta, já diria Bob Marley (ou Luis Fernando Veríssimo, ou Arnaldo Jabor, ou Caio Fernando Abreu – os autores de todas as frases do mundo de acordo com a internet).

Como já tinha dito, nossa amigona Nicole tinha feito um pedido para que falássemos sobre moda plus size. E ela justificou dizendo que muitas de nossas leitoras provavelmente se incluíam nessa “categoria”. Eu ouso dizer que quase todo mundo hoje em dia tem um quê de plus size, especialmente se considerarmos o padrão “moda” de ser, né? Mas, enfim… cá estou eu, então, pra falar sobre isso.

Inicialmente, é válido reconhecer que o mercado da moda tem se dedicado a conquistar esse público. As marcas, especialmente as fast fashion, têm criado linhas especiais e feito campanhas direcionadas. As revistas especializadas têm investido da mesma forma. Pra mim, essa é uma das maneiras, porém não a ideal, de colocar “moda” e “plus size” na mesma frase. Mas aí, a gente entra num papo meio “cota nas universidades” que não cabe a mim, agora, discutir. Deem uma olhada no editorial plus size feito pela Vogue:

“quede gordurinha?”

Risos, né? Se ser plus size é ser assim, entro na fila da plussizisse três vezes!

Estão vendo? Essas duas palavrinhas ainda estão meio no limbo, sem definição.

De qualquer forma, sabemos que existem tipos de corpo específicos e isso cabe para magrinhas, gordinhas, mais-ou-menozinhas, etc. Pra mim, o tipo de corpo “plus size” mais fácil de se vestir é o corpo violão, quando o volume se concentra mais no quadril do que na região da cintura. A Flúvia Lacerda, top famosona, tem esse corpo:

Cinturinha fina, bunda grande, perna grossa. Mas também tem um peito bem razoável ali pra contar história. O corpo dela tem, dessa forma, mais equilíbrio – e essa é a palavra chave. Já a Melissa McCarthy, atriz que fazia Gilmore Girls e hoje faz Mike and Molly, tem um corpo “triângulo invertido”, que é mais complicadinho, na minha opinião:

Peitão, ombro e cintura largos, perna mais fina. E com qual corpo eu fui nascer? Lóóóógico que foi com esse! Por que eu nasceria com o que é mais fácil de ser vestido? Facilidade pra quê, Brasil? Eu gosto é do desafio (not)!

Por isso, as dicas que eu tenho são pra quem tem o corpo desse segundo tipo, que é mais próximo do meu. Quero deixar muito claro que a minha opinião é minha, e eu não sou especialista em nada. Tudo que eu falo é baseado em (terríveis) experiências e, por isso, pode ou não se aplicar à você que está lendo!

Primeira dica: calças e saias de cintura alta.

Pra mim, é imprescindível. A calça que tem a cintura média ou alta mantém a barrigueta no lugar e dá uma segurada na BDL. Colocar uma blusa muito justa por cima pode ser desastre, porque vai ficar marcando a bordinha de catupiry saindo por cima do cós da calça. Maaas, uma blusa UM POUCO mais larguinha fica ótima e a gente parece mais proporcional.

Uma péssima imagem pra exemplificar, mas só pra mostrar: a calça tem cintura média (o cós dela bate mais ou menos onde está meu dedo mindinho) e a blusa não muito larga. Usei essa roupa pra trabalhar e depois pra ajudar os meninos da banda Visco no dia da gravação do DVD.

Segunda dica: mangas

Contrariando a foto acima, eu não sou muito fã de blusas de alcinha. Tenho um problema sério com o meu braço e gosto de manter ele tampadinho, sempre que possível. Pra quem tem o braço gordinho, as mangas são uma mão na roda. O ideal é também que as blusas não sejam muito fechadas na frente, especialmente pra quem tem o peito caprichado! Eu, pessoalmente, gosto das mangas que tem um certo volume. A impressão que me dá é que o meu braço fica mais fino.

Terceira dica: Volume equilibrado

Na verdade, é esse o segredo da vida. Todos os programas, revistas, sites de moda vão dizer o mesmo: é preciso buscar equilíbrio. Então, a premissa é simples: se você tem peitão, ou ombros largos, não vai acrescentar um monte de coisa ali. Mantenha o top mais seco e adicione volume à parte de baixo. Por isso as saias tulipas, que eu falei aqui, funcionam tão bem. Colocar um blusão largo e uma calça super justa também não é o ideal (e é o que muitas fazem, inclusive eu). Apesar de destacar o que você tem de mais “magro” – as pernas -, você está deixando a parte de cima sem forma nenhuma. Se vai colocar uma blusa largona, marque a cintura com um cinto bacana (lembrando que ela vai estar fininha se você estiver usando uma calça de cintura alta!). Vestidos no modelo abaixo são o ideal para ajudar nesse quesito:

Ele tem a cintura bem ajustada e um voluminho na saia, que equilibra o volume do quadril com o volume da parte de cima do corpo. Meu vestido favorito da vida é exatamente assim, qualquer dia mostro ele aqui.

Bom, esse assunto está looonge de ser esgotado e ainda vai gerar muitos posts aqui no blog. Espero que as dicas tenham sido válidas (viu, Nicole? 🙂 )!

Post looooooooongo, né? Mas quando eu começo a falar, menina, já viu, né?

Beijo pra vocês!

Lorena