Chorando a jaqueta Hard Rock derramada

Quem acompanha a nossa fanpage viu que ontem postamos uma lista do Buzzfeed (UM BEIJO BUZZFEED) com os 42 itens de moda que qualquer garota que tenha vivido no Brasil nos anos 90 teve. Não preciso nem falar no alvoroço que foi. Todo mundo enlouquecido com as pulseiras de miçanga e gargantilhas de tatuagem tribal.

Compartilhei o post na minha timeline e, junto com ele, contei uma história – dentre as várias que eu tinha pra contar em relação às peças IT dos anos 90 – de como o meu sonho era ter uma jaqueta do Hard Rock Cafe.

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Gente, não é brincadeira. Era um sonho, sonho mesmo. Eu via as pessoas usando aquela obra de arte em jeans e pensava: “nossa, como ele deve ser rico”. Aquilo pra mim cheirava sucesso. Na minha cabeça, todo mundo que usava Hard Rock Cafe tinha também automaticamente uma mochila da Company, um moletom da Pakalolo, um gloss de menta da Avon e uma casa com sacada (todos os itens representantes da palavra “riqueza” para a Lorena dos anos 90).

Posso falar? Não ter tido a jaqueta me dói. Eu aqui, no alto dos meus 27 anos, reclamando da estupidez da juventude atual, pensando estar cada dia mais próxima da tão sonhada “tacaprofoda-sezisse” na vida, me pego desejando uma jaqueta jeans forjada lá pelos idos de 95 e sofrendo pela falta que ela poderia ter me feito aos nove. Vejam, ela não me fez falta aos nove. Me faz hoje, anacronicamente.

E aí, olha que loucura: fiquei pensando que as crianças devem ser uns bichos realmente muito resilientes, porque eu não me lembro de ter sofrido tanto por querer uma jaqueta que eu jamais teria. E quando eu ganhei um tênis “Reborok”, achei engraçadíssimo, mesmo sendo zuada por dias. Me recuperei rápido por ter sido chamada de “coxinha” na escola (mas também, com o sobrenome Salgado a piada fica quase pedindo pra ser feita) ou por ter recebido o apelido carinhoso de “Tô raso, tô fundo” das primas por ter uma perna ligeiramente (risos) mais curta que a outra. Isso não me causava dor alguma aos dez anos – chegando eu aí à conclusão de que crianças se recuperam rápido frente a situações adversas. Mas agora estou eu aqui, mais uma vez no alto dos meus 27 anos, chorando a jaqueta Hard Rock derramada. Gente, chorando. Sentindo “saudades do que nunca vivi”. E aí a gente entende que a criança aguenta firme e forte, mas vira um adulto todo quebradinho por dentro.

Crescendo, a gente aprende a transformar todas essas experiências de infância em histórias engraçadas pros amigos (acreditem, a história do Reborok é um sucesso na mesa de bar), mas vez ou outra um lampejo de sanidade faz a ligação entre cada uma das nossas neuras, cismas e problemas de aceitação atuais com aqueles dias lá em 94 em que nos chamavam de “Popotinha, a poupança da alegria”.

Estou certa de que todo mundo se deixou influenciar pela opinião alheia, pelo tênis que o amigo tinha e a gente não ou pelo apelido engraçadinho que parecia nem incomodar. E se permitiu crescer com essas rachaduras, sem saber que elas são suficientes para enfraquecer nossa estrutura. Para tentar consertá-las, cada um vai à sua moda: faz piada, faz terapia, faz merda, faz filhos.

Eu vou começar comprando uma jaqueta do Hard Rock Cafe.

Pechinchando no Rio, Forever 21 e not-so-look do dia

Título caótico, só porque esse post vai falar desse tudo mesmo!

Semana passada fui ao Hill de Janeiro visitar Juanito Sensação com exatos zero reais na carteira. Longe de mim ter a intenção de comprar qualquer coisa com zero reais na carteira, mas eu juro, tô virando muito mestre em achar as coisas mais legais nos preços mais esdrúxulos (“esdrúxulo” aqui é um adjetivo positivo, ok?). Daí a esperança não morre.

Fomos até a… URUGUAIANA!

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Eta lugar maravilhoso! Tudo lá é tamanho família: capinha de celular do tamanho da mão do Michael Jordan, fones de ouvido que mais parecem um escafandro, paletas de maquiagem Jasmine 3D com 296 cores de sombra e 3 blushes… tudo por aproximadamente R$2. Fui cavucando, cavucando pra ver se encontrava alguma coisa, mas acabei trazendo pra casa apenas um batom da Fenzza, que eu sabia que era baratinho e de boa qualidade. Comprei o da linha Passion, número 05. Ele custou R$3,80 e eu gostei bastante da cor. Como tenho uma pele muito rosada, o fundo azulado dele combinou bem. A durabilidade é a de um batom cremoso: sai relativamente fácil, mas deixa a boca com um pouco de cor.

Imagem: notsoit

Imagem: blog Beauty Day

Imagem: blog Beauty Day

Já tinha ultrapassado a minha verba quando gastei esses R$3,80 e achei que a minha SHOPPING SPREE tinha acabado por aí (corta a cena pra um vídeo meu desses de “fashion haul”, onde as blogueiras mostram as compras que fizeram. Só que o meu vídeo tem 20 segundos  e eu mostro UM batom de menos de R$4). Até que fomos nos aventurar pelo Village Mall, lugar “onde os pobres não têm vez”, lar da nossa doce Forever 21 brasileirinha. Vou resumir a Forever 21 em algumas frases pra vocês: fila de meia hora pra entrar, fila de mais meia hora pra experimentar, mais uma fila de umas duas horas pra pagar. Acham que eu fiquei lá? Ramás. A galera SUUUPER DESCOLAAADA (sotaque paulista) que trabalha lá estava na porta pedindo pras pessoas voltarem durante a semana (fui num domingo).

Nos cinco minutos que eu andei pela loja, vi muitos acessórios baratos, mas tudo no esquema maxi-fluo-franja-pedra. Ou seja, zroinc. Achei que ia morrer com as roupas, mas não morri. Achei tudo fuén, de material mediano. As coisas mais bonitas estavam na faixa de preço da Renner (R$89,90, por aí), então não achei assim tão baratinho.

Mas falando nela… ah, Renner. Vamo voltar? A gente se separou quando comecei a não poder comprar nem blusinha de malha lá. Os preços foram subindo e a gente se afastando. Mas a Renner do Barra Shopping, cara… é igual quando você encontra o ex-peguete que agora tá forte e bonito. Dá raiva, mas você fica balançada ❤ Rodei, rodei e rodei. Experimentei umas saias lindas de R$39,90, estilo skater, com cinturinha alta, mas lógico que o esquema de tamanhos era 36 ou 48. No fim das contas, acabei me apaixonando por uma espadrilha de brilho:

imagem: notsoit

 

Na etiqueta, R$39,90. No caixa, R$29,90. Como não amar?

“Mas Lorena, espadrilha é sapato de verão, né…”. Verdade, mas pé de pobre não tem estação. Acabei usando ela hoje de um jeitinho que eu achei que não fugiu tanto do esquema outono/inverno. O fato de ela ser preta também colabora bastante!

É de celular, mas é de coração

É de celular, mas é de coração

imagem: notsoit

 

Calça: C&A
Camisa de cavalinhos: C&A
Camisa de cima: Carrefour
Espadrilha: Renner
Bolsa de franjas: Ebay
Anel: Saryta Semijoias

Queria ter combinado tudo com uma bolsa mais estruturada, mas no caso, tá em falta. Aí acabei aceitando a de franjas mesmo, e ainda achei que fez sentido junto com a espadrilhazinha.

No fim das contas, curti bastante minhas pechinchas!

Beijos e até a próxima!

Lorena

 

Queen Kate

Olha eu aqui de novo minha gente!

É muito post para dois dias de Not So It, nosso servidor não vai aguentar…tenham paciência gente, é muito acesso, nosso blog não suporta #SQN

Bom, vim só divulgar uma notícia rapidinha. Kate, a Middleton, que fisgou o príncipe e que a IT GUEL mais famosa foi eleita a mulher mais bem vestida pela revista Vanity Fair.

Eu gosto muito do que ela veste, além de achar ela linda, poréNNN a Mais Bem Vestida? Tenho minhas dúvidas, mas também não sei quem eu colocaria em primeiro. Confere a capa com a princesa Duquesa e clique na imagem para conferir o resto da lista.

E vocês? Quem colocariam em primeiro lugar?
beijos,

Juan

Estilo na parede

E aí galera, bom dia!

Fico feliz de ver que mesmo com a nossa sazonalidade de posts vocês não nos abandonam, é isso aí, continuem nos apoiando.
Bom, como todos sabem e eu já disse aqui mil vezes eu juntei minhas malas e vim morar  no Rio, agora que a fase final de se sentir instalado em casa já passou, começam vir as demandas de decoração, para deixar o nosso canto do nosso “jeitinho” né. Infelizmente os designers não tem uma cabeça notsoit e os preços de peças bacanas estão sempre lá no alto.
Uma coisa que eu venho achando bacana e que vai dar uma alegrada no ambiente são os posterês. Vários sites legais vendem umas peças bem divertidas porém tem uma em especial que eu me amarrei.
A Moxy Creative House  criou 21 painéis com ilustrações do estilo de vários cantores:
Não é muito bacana? E o preço não é dos mais caros, $30!

beijos

Juan

 

Oficina de Criação de Marca de Moda

Bom dia notsoitters.
Tudo bom com vocês?
Animados com o final de semana?
Eu estou, afinal vou pra Juiz de Fora hoje a noite e poderei desfrutar da Princesinha de Minas que há um mês já não vejo.

Hoje eu vim falar de coisa boa. Vim falar de oportunidade de aprendizado.

Agora é sério pessoal, no final do ano passado fiz um curso bacaníssimo no POP – Polo de Pensamento Contemporâneo, um espaço delicioso no Jardim Botânico que promove cursos em diversas áreas como cinema, filosofia, arte, jornalismo e claro MODA.

Juntamente com a turma da Duetto aí de JF, frequentei o Moda nas Mídias, analisando como funcionam as linguagens para internet, tv, jornal e revistas. O legal do POP é que as aulas são com os melhores profissionais que atuam no mercado, nos passando o que realmente acontece no mundo da moda.

Como um novo curso se aproxima e eu o farei, queria dividir com vocês a oportunidade. Este próximo como eu disse no título é uma oficina de criação de marca de moda. Serão oito encontros que abordarão desde as dificuldades de posicionamento, passando pela conceituação de desfile e campanha e até mesmo o papel da fotografia.

Agora confiram o time:

Tá gente, eu sei que a montagem ficou uma porcaria mas eu tive que fazer correndo.
Mas dá pra ver o peso deste time né.

Interessou? Então corre pra fazer sua inscrição, se é que ainda tem vaga.

O POP fica na Rua Conde Afonso Celso,103, no Jardim Botânico e o telefone é o 21-2286-3299.

Juan

Fashion Rio 2012 – Alexandre Herchcovitch

Bom dia gente, eu não morri, só estou num vai e vem frenético (não pensem maldade) entre Juiz de Fora e Rio de Janeiro.

Então, eu poderia falar que o NSI foi convidado para o Fashion Rio e contar maior balela, mas somos jornalistas íntegros e só dizemos a verdade, e esta é que eu trabalhei segunda na abertura do Fashion Business e aproveitei ontem para ir com meu amigo Lufe assistir ao desfile do Alexandre Herchcovitch.

Sem glamour nenhum estávamos com convites Standing, ou seja, em pé em si. Chegamos bem em cima da hora do desfile que foi incrível.

Tenho certeza que a galera ligada já viu fotos do desfile do Herchcovitch. Inspiradão na Manhattan dos anos 80, a linha jeans do estilista mostrou uma coleção bem comercial e fantástica. A caveira logo da marca estampava bolsas e tricôs que com certeza serão hits na próxima estação. Teve muito camuflado, tons militares e metalizados que também prometem estourar no inverno. Infelizmente a câmera do meu iPhone não é capaz de captar boas fotos, mas isso vocês pode ver no site da Lilian Pacce.

20120111-124309.jpgO evento é muito bacana e o Pier Mauá é a cara do Rio, de frente para a Baía de Guanabara, com um visual lindo. Com o tema inspirado na Bossa Nova o Fashion traz uma exposição de imagens do período da Bossa, como capas de CDs, fotos dos principais nomes, mas todas com uma cara de moda, de design e artes. Além disso, o especialista em beleza Fernando Torquatto está com uma exposição com fotos de celebs. O evento é lindo e a cara do Brasil. Amanhã e sexta estarei no Fashion Business e contarei mais um pouquinho para vocês.

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Até mais,

Juan