TruqueBook: Xadrez

“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Bicho, nesse caso, é o xadrez nas próximas estações frias. Ele está EVERYWHERE: camisas, bolsas, saias, vestidos, acessórios e te falo que se bobear até na roupa íntima. Aí a gente fala em xadrez e a pessoa pensa em quê?

"Jeremy spooooken..."

O que dizer sobre o jovem Eddie Vedder, né?

Ou então:

Não chamem kilt de saia, gente.

Não chamem kilt de saia, gente

Ou aqui no Brasil, mais provavelmente:

HAHAHA zerou a internet

HAHAHA zerou a internet

Não importa a origem do seu apreço (ou da falta dele) pelo xadrez. O negócio é que ele tá aí e nós vamos ter que engoli-lo. Eu particularmente curto demais e fiquei super feliz em ver que está cada vez mais fácil achar roupa feminina com esse padrão. Mas, pode ser que algumas de vocês pensem que o xadrez é meio chatinho de ser usado e que o negócio é combiná-lo com um jeans ou uma calça preta e olhe lá. Pois viemos mostrá-las que NÃO! Na verdade, o mais divertido de tudo é tentar fugir desse óbvio e acrescentar a estampa a estilos diferentes do grunge (ou sertanejo, ou escocês). Vem comigo!

imagens: lookbook.nu

A Adriana resolveu parear a camisa xadrez com a saia skater. Manteve os acessórios em tons bem neutros e fez uma combinação dessas que todo mundo pode usar. Se a saia fosse mais compridinha, seria uma opção bacana até mesmo pro trabalho. E se você não tem uma saia skater, não tem problema: rola de experimentar com outras modelagens e ver a que combina melhor com o seu tipo de corpo (imaginem só uma saia de brim preta, que coisa linda que não ia ficar). A Rachel-Marie (ou Zooey Deschanel, tanto faz), colocou um suéter por cima e deixou só a gola e a barra da camisa aparecendo. Demais, né? Essa é uma superdica pra parecer SEMPRE mais bem vestida! (P,S.: se você não tem um suéter, ou se o frio ainda não está o suficiente pra isso, você também pode acrescentar uma blusa de malha por cima. Fiz isso aqui, ó). A parte de baixo pode ficar a seu critério! Jeans, calça de tecido, saias ou shorts caem bem. Por fim, a Barbora fez um charminho lindo colocando a blusa amarrada na cintura. Ela poderia usar a blusa por baixo da jaqueta que também ficaria show. Mas olha que graça que ficou isso, gente? Roupa que todo mundo pode usar, de novo!

imagens: lookbook.nu

Como eu disse lá no comecinho, agora é bem mais fácil achar peças em xadrez além das camisas. Já vi saias em todas as lojas de departamento (Renner, C&A, Marisa e Leader) e todas bem legais. A Flávia combinou a skater xadrez com um moletom estampado e uma botinha de cano curto e todos devemos concordar que ela mandou bem! Não tem moletom cropped? No problemo, mi amigo. Certeza que a sua mãe tem aí uma blusa de lã que ela não usa mais e você pode cortar no comprimento e na gola (me perdoem mães, estou estimulando a criatividade das meninas). A Sammi procurou um cachecol e combinou com peças bem básicas em preto e branco. É uma ótima opção pra quem não quer se “axadrezar” demais! E por fim, a Steffy optou por uma combinação mais “preppy”, com o suéter pra dentro da saia e o cintinho pra arrematar. Pra mim, é a forma mais bacana de se usar uma saia xadrez (ou saias de cintura alta em geral), porque fica bem romântico, dá AQUELA disfarçada na pancinha e deixa a gente com cara de Gossip Girl rica e bem-sucedida.

Se vocês acharem alguma peça xadrez com um precinho camarada, conta pra gente aqui nos comentários! Queremos fazer outro post com opções de preço amigável pra galera! 🙂

Beijos, e um ótimo fim de quarta pra vocês!

Lorena

A grama do vizinho é tão verde quanto a nossa

Se em uma coisa todos os médicos concordam é que nós precisamos dormir pra viver bem. Dizem que não ter o sono da noite, aquele que dura mais ou menos oito horas, prejudica nossa saúde mais do que nossas olheiras podem mostrar. Acaba com o nosso poder de concentração, bagunça nossa memória e atrapalha até mesmo a emagrecer. Mas pra mim essas não são as maiores desvantagens de uma noite sem sono.

Desde que me entendo por gente tenho insônia das pesadas. Começou como “falta de vontade de dormir”, o que me levava a fechar os olhinhos só lá pelas 3h da manhã (mesmo quando eu tinha que acordar às 5h30). Daí passou à fanfarronice, de só querer dormir depois de assistir todas as séries da Warner que passavam de manhã e acabavam às 8h. Anos e anos dessa lenga-lenga me levaram a ser uma pessoa que frequentemente dorme menos de 4h por noite, o que se fez óbvio no último mês, no qual me vi indo “dormir” quase todos os dias por volta das 7h, apenas pra acordar 2h depois.

Vocês já podem imaginar que eu procuro me manter ocupada, enquanto os carneirinhos não estão prontos para serem contados. Minha maior companheira? A internet. O Facebook, o Instagram, o Pinterest, os mil e um blogs e toda e qualquer outra plataforma de expressão humana na web. E, muito à frente de toda a exaustão física e mental causada pela falta de roncos, a pior desvantagem da insônia pra mim é a queda na autoestima.

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“Lorena, o que tem uma coisa a ver com a outra, pelo amor de João de Santo Cristo?”

Gente, vocês conseguem mensurar a quantidade de fotos, textos, looks e hashtags que eu vejo a cada noite que passo em claro? E vocês conseguem perceber como o mundo é infinitamente feliz, colorido, divertido, inconsequente, rico, estiloso, uhu-dançando-com-a-mão-pra-cima na internet? Às vezes penso em me jogar na DeepWeb só pra ver se consigo fugir de tanta alegria (toc, toc, toc na madeira. Muito medo da DeepWeb). E aí, é como se eu tivesse uma experiência extracorpórea e me enxergasse claramente nesses momentos, com a meia por cima da calça de pijama bebendo Coca-Cola no bico. E penso no meu dia, como ele não foi passado numa praia em Trancoso com champagne e amigos, ou numa viagem a dois regada a vinho em Buenos Aires. Penso em como não tenho dinheiro pra fazer a unha com o esmalte da Giovanna Antonelli e em como minhas fotos no Instagram nunca ficam legais, porque miojo não é um prato fotogênico e o meu cachorro tá super encardido e não embranquece nem com reza. Olha, tô quase certa que eu deveria estar me preocupando mais com a Crimeia, mas isso tudo é como um soco no estômago. Pior: um soco no estômago da minha autoestima, que já esmorecida pelas olheiras que não melhoram, enfraquece de vez e numa queda vai ao chão.

Tony não curtiu isso

Tony não curtiu isso

Me perguntei mais de uma vez se esse seria um fenômeno exclusivo do meu mundo fantástico ou uma cólera dos nossos dias (podem copiar, poetas). Esse olhar tão crítico sobre nós mesmos e, por que não, invejoso sobre o que é do outro. Essa comparação constante de coisas que nem fazem sentido (“olha lá, ela estudou comigo na 3ª série e agora pesa 50kg e eu aqui, com 75”) e que só serve pra nos deixar pra baixo. Confesso que nunca consegui resolver minha dúvida até que, assistindo a uma das séries mais brilhantes que eu já vi, Portlandia, recebo a resposta em forma de frase brilhante:

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“Todo mundo na internet… eles não estão se divertindo tanto quanto você pensa que eles estão” / “Eu acho que eles só estão ‘cortando fora’ toda a tristeza”

Com o perdão pela tradução de “cropping out” (“crop” é aquela ferramenta de editores de imagem em que você seleciona apenas uma parte de uma imagem, e elimina todo o resto), isso é muito maravilhoso. Me sinto obrigada a resumir a cena: o cara em questão convida sua peguete para ir à Itália no fim de semana. Eles só saíram três vezes, mas mesmo assim ele quis surpreendê-la. Eles não têm muito assunto, a viagem é longa, o banheiro do hotel tem o chuveiro em cima da privada, a “namorada” fica acordada durante toda a viagem e dorme assim que chega à Itália e, quando acorda, eles já têm que ir embora. Porém, tudo foi lindamente documentado no Instagram, com caretas engraçadas, parecendo romântico e cheio de glamour. Quando ele chega em casa, as amigas logo o parabenizam pela viagem maravilhosa, já que elas acompanharam tudo pela internet. E então ele conclui com essa frase brilhante: “as pessoas na internet não estão tão felizes quanto você pensa”. BUM.

Ninguém vai documentar a meia por cima da calça de pijama. Ou o hotel cheio de mosquito em Trancoso ou o namorado roncando em Buenos Aires. Ninguém vai postar a briga com a mãe, a orelha inflamada, ou o medo de perder o emprego (mas se o fizesse, seria seguido de #eagorajosé?). Selecionamos o tempo todo o quão felizes queremos parecer pro mundo e muitas vezes esquecemos que todo o mundo faz o mesmo. Nos deixamos entristecer por não termos uma vida tão maravilhosa quanto a de 95% do nosso feed no Instagram e nem pensamos que talvez exista alguém que veja a foto do nosso cachorro encardido e sofra por não poder ter a felicidade de ter um bichinho por perto. Não passa pela nossa cabeça que o nosso miojo pode ter sido compartilhado com uma pessoa que amamos, enquanto alguém que fotografa o prato super exótico e delicioso só o faz porque os likes das redes sociais são o maior – ou talvez único – amor que tem recebido.

Somos movidos em grande parte pela aparência, meus amigos. E se o ditado diz que elas enganam, pode apostar: é porque elas enganam. Estou exercitando o meu olhar todos os dias, pra que ele seja tão impressionável ao olhar para a minha própria vida quanto é quando olha a dos outros. Sugiro que você, caso tenha se identificado com esse texto, tente fazer o mesmo e, da próxima vez que se desanimar por não ter uma vida como a do seu amigo do Instagram, pense: “ele deve ter a unha encravada”.

Inspiração: Flirty Evening

Olha, fico revoltada com esse povo do COMÉRCIO que já tá enchendo a minha vida com coisas sobre o Dia dos Namorados! Pô, falta tipo um mês ainda e eu já tenho que me sentir excluída da sociedade só porque ESCOLHI estar solteira (papo de mal amada)?

Mas, como vingança, esse fim de semana eu e as minhas single ladies (hahaha) vamos sair por essa noite linda da Princesinha de Minas e vamos dançar, curtir e celebrar a vida reclamando de todos os casais que estiverem juntos. E provavelmente vamos flertar. É, isso mesmo, sociedade! Nós vamos flertar! Se vão flertar conosco, aí já são outros quinhentos, mas a gente vai tentar.

E, para isso, eu gostaria de estar vestida exatamente dessa forma:

Vestidinho preto com a cintura marcada, cardigan e sapatilha de oncinha. Simples, discreto e básico, assim como eu (risos). Não gosto de sair à noite de sapatilha, mas visto que provavelmente iremos a um lugar para dançar loucamente, deduzi que seria a melhor opção (outro detalhe é que eu sou um tanto maior que as minhas amigas também, e quando coloco salto, essa diferença parece quilométrica).

Vou tentar reproduzir algo parecido no visual de amanhã. Se obtiver sucesso, posto o resultado pra vocês (e o resultado da noite de curtição adoidada também)!

Acham o visual adequado para o flerte? Simples demais para sair à noite? Deem-me opiniões!

Beijos,

Lorena 

Tudo igual

Bom dia meus amigos leitores!
BOM DIAAAAA (respondem todos com grande animação)

Como disse no post de ontem, as cores estarão muito presentes neste inverno que se aproxima, e uma das tendências propostas foi a monocromia, ou seja, parte superior e parte inferior no mesmo tom. Outra proposta foi o retorno dos conjuntos, que segue a mesma ideia do monocromático porém estampado.

A tendência vale para a moda feminina e masculina, é claro que ela é super perigosa, a combinação tem que ser feita cautelosamente e você precisa estar seguro (a) para usar, se não ficará estranho.

Dei uma recolhida em imagens do último São Paulo Fashion Week e Fashion para ilustrar  o que eu estou dizendo.

Viu como a Osklen investiu em cores super acesas para o inverno?

Abaixo são os looks totalmente estampados e coordenados.

e vocês, usariam?

Juan

Color Time

Boa tarde minha moçadinha.
Como estão nesta terça-feira cinzenta? (pelo menos a vista da minha janela está cinza)

Pois para alegrá-la vamos falar de cores.
Eu já havido falado delas para o verão que já se findou, porém elas resistem bravamente na estação mais fria do ano. O que é muito bacana, nada como uma calça colorida para descontrair os dias cinzentos do inverno.

Várias marcas investiram pesado nas calças e bermudas coloridas, e pode parar com o argumento “ah, que coisa mais Restart”, as calças vem num corte mais soltinho e muito interessantes.

Além disso, não podemos esquecer que no inverno as cores ficam mais pesadas, então vale a pena investir em tons terrosos.

A Renner produziu calça nestes tons, assim como a Richards. Mas estive na Osklen no último domingo e vi calças laranjas e azul klein/bic bem acesas.

Ou seja, ficou claro que a tendência cabe em todos os bolsos e vai do social ao esportivo, dos tons terrosos aos luminosos. O negócio é perder o preconceito e dar uma alegrada no inverno que vem chegando.

Juan

Fim de semana de Rock, bebêzzzrrooiinnc!

Nada melhor pra estragar um post do que colocar no título um meme mais do que ultrapassado, concordam?

E aí meus leitores?

Como foram de feriadão? O meu foi ao lado da Loreninha mais gordinha do mundo, ou seja, foi muito bão!

Fizemos vários passeios turísticos pela Cidade Maravilhosa e curtimos noitadinhas bem tranquilas, além do fato da Lorena ter realizado um sonho, Cantar num karaokê!
Porém, enquanto curtíamos dias tranquilos no Rio uma galeria animada se preparava pro super festival internacional Lollapalooza, que trouxe muita coisa Rock-hipster-indie-hype-cool para o Jockey de São Paulo.

É claro que como todo festival de música, o Lolla atraiu muita gente interessante e cool, com um visual super bacana. Para isso fiz uma montagem com alguns looks furtados da internet. Queria também ter feito uma com os famosos, mas como todos estavam no camarote de uma marca de chiclete (me senti a Rede Globo agora ignorando o nome Trident) e eram obrigados a usarem um abadá tosco, acabei desistindo.

Se você foi ao Lollapalooza e quer aparecer aqui, manda sua foto pra gente, tá bom?

Boa semana!!!

Juan

O bom filho sempre volta…

E aí galera?

Ei…Psiuu…Tem alguém aí???

Ufa, oi Lorena, tá joia?

Então, tava morrendo de saudades de escrever por aqui e dividir meus devaneios com vocês…

Como a Lorena já havia anunciado, eu me mudei para a Cidade Maravilhosa no final de Janeiro e como a pobreza domina, ainda estou sem internet em casa. Todos sabem o auê (ê ê no balancê) que é sair de casa e começar tudo do zero. Procura apartamento, compra móveis caríssimosNOT e todo o resto. Não é mole…mas aqui estou feliz e contente de volta para o NOT SO IT.

Voltarei a postar, sempre que for possível, as coisas que gosto e que me chamam a atenção neste mundo fashion.

Por mais que eu normalmente fale coisas para os rapazes o tema de hoje é feminino. Vocês leitoras de moda com certeza já ouviram falar do nome Isabel Marant, se não vai ouvir agora. Isabel é uma designer que ficou mundialmente famosa por seus sneakers com salto embutido que estão nos pés de mil celebs, It Girls e inclusive no  da diva Beyoncé, no clipe Love On Top.

Particularmente eu adoro estes tênis, acho super bacana e que combina com muitos looks básicos, porém como sempre neste mundo IT, que 99,9% da população não faz parte, os descolados IM Sneakers tem um preço pra lá de salgado, em média $680 (dólares minha gente).

Mas neste mundo todo “Inspired” que vivemos, é claro que já surgem novas opções com preços menos irreais.

A Schutz criou quatro modelos em parceria com personalidades. O stylist Felipe Veloso, o apresentador Matheus Mazzafera, a modelo Sabrina Gasperin e o apresentador Mica Rocha. Cada um com uma ideia e todos bem bacanas.

O lançamento da Schutz acontece hoje a tarde em São Paulo, por isso ainda não sei o preço, mas tenho certeza que não será como os de Isabel Marant.
E vocês meninas, o que acham destes tênis?

beijos,

Juan