Editorial: Todo dia, t-shirt!

Conversamos lá na fanpage sobre como muitas vezes nós acabamos apelando pro básico quando falamos de t-shirts. Mas também, dá pra entender, né… muitas vezes a modelagem quadradona e o tecido rígido das camisetas que nós vemos por aí não nos permite variar muito. Uma calça jeans ou um shortinho são as melhores opções, e olhe lá! Por isso, fotografamos esse minieditorial com algumas ideias de visús simples e bacanas com as nossas t-shirts!

Nada de megaproduções aqui, viu? Queremos inspirar vocês a usarem camisetas no dia-a-dia, com o que todas temos dentro do guarda-roupa (aquele jeitinho Not so it de fazer as coisas!).

Vem ver o que vocês acham! 😀

CamisetaAsleep
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A nossa camiseta Fall in love é toda engraçadinha e delicada, por isso quisemos mostrar uma produção com essa mesma vibe. A saia floral é feminina e uma delícia para combinar com outras estampas, já que tem o fundo escuro e cores bem sóbrias. Nos pés? A gente vota na sapatilha, mas você pode optar por uma botinha de cano curto ou até um salto, se a intenção for sambar na cara da sociedade. A bolsinha baú é aquela que ajuda qualquer um, porque é linda, estilosa e cabe a vida dentro!

Camiseta: “Fall in love” / Saia: C&A / Bolsa: Zara

CamisetaBitch

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Calma, eu sei, dá vontade de sair com uma roupa igualzinha, né? Essa camiseta Bitch, please é nossa queridinha e ela simplesmente deixa tudo mais maravilhoso! Então nem precisamos fazer muito esforço: cardigan compridinho e colorido pra dar uma alegrada na cara de todo dia e a saia basicona que é super quebra-galho! Acessórios sem muito mimimi que é pra camisa ganhar destaque! Fala sério, isso é que é roupa linda, Brasil! Pra ir do trabalho pro aniversário da amiga, passando pela cervejinha no meio da semana e acabando no cinema de domingo. ❤

Camiseta: “Bitch, please” / Saia: C&A / Cardigan: Zara / Bolsa: Zara / Sapatilha: Sonho dos pés

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Camiseta tem cara de conforto. Combinada com um shortinho e uma alpargata então, já era! Carinha de Rio de Janeiro no pôr-do-sol (ou pra quem é mais humilde tipo a gente, sorvete do McDonald’s no sábado à tarde). Se você não gosta de short curtinho, não tem problema! Escolhe aquele jeans que você adora e, pra dar um charmezinho, dobra a barra pra ficar bem fresquinho! Pronto! 😉

Camiseta: “Old is cool” / Short: C&A / Alpargata: Converse

CamisetaTattoo

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Eu sei que nós somos extremamente suspeitos pra falar, mas achamos também que essa camiseta Tattoo não precisa de complemento nenhum! Ela é linda por si só! Mas, mais uma vez, apelamos para a terceira peça pra trazer mais cor pro conjunto todo! Todo mundo sabe do truque da terceira peça né? O shortinho jeans pode ser substituído por absolutamente qualquer coisa: saia, calça jeans, legging, saia longa… as opções são infinitas!

Camiseta: “Tattoo” / Short: C&A / Cardigan: Ebay

CamisetaTV

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Eu queria dizer assim: “SAI SÓ DE CALCINHA, PORQUE NOSSA CAMISETA JÁ É O SUFICIENTE”, mas vai que vocês são presas depois e falam no tribunal (?) que a culpa era nossa, né? Então, olha… mais uma vez o short jeans basiquinho faz as vezes de parte de baixo, podendo ser substituído, como dito ali em cima, por qualquer outra peça! A botinha de cano curto é amor verdadeiro, amor eterno, mas também poderia ser substituída por tênis, sapatilha, salto, etc etc etc. Agora, vejam só: bateu o frio. Como lidar? Gente, a combinação blazer + camiseta é DEMAIS! Quer sair à noite? Combina o blazer e camiseta com uma calça skinny preta e um saltão. Fim. Próximo passo é você dando entrevista pra TV como a mulher mais sexy do mundo.

Camiseta: “TV Show” / Short: C&A / Blazer: Ebay / Botinha: Lojinha na rua São Mateus que a gente não sabe o nome

Bom, agora corre lá na loja pra conhecer as outras camisetas e moletons que não entraram no editorial! O próximo passo vocês já sabem: é tirar uma foto com o seu visú completo, postar lá no Instagram e marcar a @notsoit. Quem sabe não rola até uma promoção de melhor produção com camiseta Not so it, hein? 🙂 (spoiler alert).

Queremos sempre trazer ideias bacanas pra vocês e vamos sempre precisar de meninas que se identifiquem com a marca para ocupar o importante papel de modelo! Se você curte as nossas coisas e tá a fim de umas novas fotos pro perfil (a gente sabe que todo mundo quer), fala com a gente aí nos comentários (não precisa ser modelo profissional, não precisa ser alta, nem magrela, nada disso. Precisa curtir nossas coisas e se identificar com as nossas ideias)!

O nosso eterno MUITO OBRIGADA à Marina Mamede, fotógrafa incrível, e à Isabela, que topou essa loucurinha com a gente! 😉

Beijos e até a próxima!

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Not so it: a marca!

Não me pergunte exatamente como surgiu essa ideia de girico de ter uma marca de camisetas. A bem da verdade, ela deve ter surgido de uma sugestão despretensiosa bem do tipo “vamos ter uma marca de camisetas?”. O porquê de essa opção ter ido pra frente e as outras, do tipo “vamos morar na praia e viver de vender camarão?” e “vamos montar uma dupla de DJs que vive de mixar sertanejo?”, terem ficado pra trás, a gente não sabe.

Só sei que eu e Juan sempre tivemos uma ideia muito clara de quem eram as pessoas que liam o que a gente escrevia aqui. E sempre tivemos muita certeza do que pensamos em relação à moda, mercado, dinheiro e etc e soubemos, a partir deste espaço aqui, que muita gente tinha opinião parecida. Assim, não foi difícil imaginar como seria a nossa marca caso um dia ela existisse: básica sem ser chata, democrática, ótimo custo/benefício e com um toquezim de humor.

Eis que, depois de quase um ano e meio de muitas e muitas e muitas noites sem dormir, a marca Not so it sai do papel!

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Gente, só que já tentou começar um negócio próprio sabe o quanto isso é difícil. No nosso caso, parece que Murphy estava o tempo todo sentado com o pé esticado esperando pra gente tropeçar mais uma vez. Eu sei que parece impossível acreditar nisso, mas TUDO que poderia dar errado, deu. Com força. Quem esteve com a gente durante todo o processo sabe que dessa vez eu não estou exagerando.

MAS, o tempo todo eu fiquei com uma frase na minha cabeça (que mais tarde veio a se tornar uma das nossas estampas!): “if not now, then when?”. E nós insistimos! Até hoje podermos vir aqui pra mostrar pra vocês WHAT NOT SO IT IS ALL ABOUT!

– Modelagem: 

Camiseta Not so it modelagem

1. Comprimento: nossas camisetas são compridas. Como eu sempre usei t-shirts, achava um saco quando, vocês sabem, “tudo” ficava assim, à vista. Desse jeito, nada aparece! Inclusive, elas são mais compridinhas atrás, pra tampar também boa parte do pandeirão!

2. Largura: nada de coisa justa incomodando por aqui. A nossa t-shirt é larguinha, bem confortável, porém acinturada pra acompanhar as formas do nosso corpo. Camiseta quadradona nunca mais! Inicialmente, nós optamos por uma modelagem mais ampla, querendo atender o maior número de “corpos” possível (já que é mais fácil cortar e apertar do que alargar, né?)! Inclusive, nossa grade vai do P ao GG! Tem pra todo mundo!

3. Decote: eu, como consumidora, sou ex-tre-ma-men-te chata com decote. E acho que é um problema pra muita gente! As meninas que têm muito peito não gostam de decotes muito fechados, as que têm pouco peito não gostam de decote muito aberto… enfim! Eu GARANTO pra vocês que nunca experimentei uma camiseta com um decote tão… tão… perfeito! Nada aparece demais, nem de menos. Foi um ponto muito pensado e corrigido vááárias vezes até alcançar a forma que consideramos ideal. E posso dizer que as meninas que compraram até agora acharam o mesmo! 😀

4. Manga: é muito comum que as camisas femininas tenham a manga mais justa. A nossa também é bem larguinha e super confortável. Permite que você se movimente melhor sem que nada incomode e é até mais fresquinha. Garanto que dá pra trabalhar com ela o dia todo sem querer chegar em casa correndo pra tirar! 🙂

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– Moletons:

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Para o inverno, lançamos uma mini-coleção de moletons, com três estampas! Esse aí de cima tem a frase que eu citei no começo do post! 😀 Gente, os moletons foram TÃO sucesso que a gente vai expandir a coleção, com reposição das numerações que já acabaram (sim, cinco dias de existência e algumas numerações já se foram) e novas estampas! Eles são quentinhos, compridinhos como as nossas camisetas e apenas uma palavra descreve: AMOR

Já usei o meu com calça, legging, short e até por cima de vestido. Já usei com cordão grandão, cachecol e se eu estivesse nos anos 90 certamente usaria com gargantilha! Já usei com tênis, bota, sapatilha e até um scarpin poderosíssimo. Sério, é a coisa mais versátil do mundo! ❤

Se você for lá no site agora e não tiver a numeração que você quer no seu preferido, não se preocupe! As reposições estão chegando em breve!

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– Preço e exclusividade:

Uma das primeiras coisas que nós decidimos quando demos início à criação da Not so it foi a questão do preço. Nós, que sempre falamos de moda barata aqui, não poderíamos ir contra isso na hora de criar a nossa própria marca. Por isso, cobramos pelos nossos produtos o que nós pagaríamos caso os víssemos em alguma arara. Infelizmente, não somos (ainda!) uma empresa giga com mil funcionários e precisamos terceirizar cada parte do processo, o que aumenta MUITO os nossos custos. Mesmo assim, mantivemos o preço que sempre imaginamos, desde o princípio, que confere às nossas peças um excelente custo/benefício! 🙂

Outra coisa que decidimos desde sempre foi o número de peças que produziríamos. As nossas grades são muito pequenas, ou seja, temos pouquíssimas unidades de cada tamanho. Assim, temos a possibilidade de lançar sempre estampas novas e investir em outros produtos e modelagens!

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Bom, achei válido vir aqui mostrar pra vocês um pouco da nossa perspectiva sobre a Not so it! Estamos perdendo o medo e curtindo muito cada momentinho dessa nossa nova profissão (ui, que medo)!

Agora, corre lá no nosso site pra ver as nossas peças e, quem sabeeee, fazer umas comprinhas 😉

Um beijo pra vocês e muito obrigada!

 

 

Chorando a jaqueta Hard Rock derramada

Quem acompanha a nossa fanpage viu que ontem postamos uma lista do Buzzfeed (UM BEIJO BUZZFEED) com os 42 itens de moda que qualquer garota que tenha vivido no Brasil nos anos 90 teve. Não preciso nem falar no alvoroço que foi. Todo mundo enlouquecido com as pulseiras de miçanga e gargantilhas de tatuagem tribal.

Compartilhei o post na minha timeline e, junto com ele, contei uma história – dentre as várias que eu tinha pra contar em relação às peças IT dos anos 90 – de como o meu sonho era ter uma jaqueta do Hard Rock Cafe.

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Gente, não é brincadeira. Era um sonho, sonho mesmo. Eu via as pessoas usando aquela obra de arte em jeans e pensava: “nossa, como ele deve ser rico”. Aquilo pra mim cheirava sucesso. Na minha cabeça, todo mundo que usava Hard Rock Cafe tinha também automaticamente uma mochila da Company, um moletom da Pakalolo, um gloss de menta da Avon e uma casa com sacada (todos os itens representantes da palavra “riqueza” para a Lorena dos anos 90).

Posso falar? Não ter tido a jaqueta me dói. Eu aqui, no alto dos meus 27 anos, reclamando da estupidez da juventude atual, pensando estar cada dia mais próxima da tão sonhada “tacaprofoda-sezisse” na vida, me pego desejando uma jaqueta jeans forjada lá pelos idos de 95 e sofrendo pela falta que ela poderia ter me feito aos nove. Vejam, ela não me fez falta aos nove. Me faz hoje, anacronicamente.

E aí, olha que loucura: fiquei pensando que as crianças devem ser uns bichos realmente muito resilientes, porque eu não me lembro de ter sofrido tanto por querer uma jaqueta que eu jamais teria. E quando eu ganhei um tênis “Reborok”, achei engraçadíssimo, mesmo sendo zuada por dias. Me recuperei rápido por ter sido chamada de “coxinha” na escola (mas também, com o sobrenome Salgado a piada fica quase pedindo pra ser feita) ou por ter recebido o apelido carinhoso de “Tô raso, tô fundo” das primas por ter uma perna ligeiramente (risos) mais curta que a outra. Isso não me causava dor alguma aos dez anos – chegando eu aí à conclusão de que crianças se recuperam rápido frente a situações adversas. Mas agora estou eu aqui, mais uma vez no alto dos meus 27 anos, chorando a jaqueta Hard Rock derramada. Gente, chorando. Sentindo “saudades do que nunca vivi”. E aí a gente entende que a criança aguenta firme e forte, mas vira um adulto todo quebradinho por dentro.

Crescendo, a gente aprende a transformar todas essas experiências de infância em histórias engraçadas pros amigos (acreditem, a história do Reborok é um sucesso na mesa de bar), mas vez ou outra um lampejo de sanidade faz a ligação entre cada uma das nossas neuras, cismas e problemas de aceitação atuais com aqueles dias lá em 94 em que nos chamavam de “Popotinha, a poupança da alegria”.

Estou certa de que todo mundo se deixou influenciar pela opinião alheia, pelo tênis que o amigo tinha e a gente não ou pelo apelido engraçadinho que parecia nem incomodar. E se permitiu crescer com essas rachaduras, sem saber que elas são suficientes para enfraquecer nossa estrutura. Para tentar consertá-las, cada um vai à sua moda: faz piada, faz terapia, faz merda, faz filhos.

Eu vou começar comprando uma jaqueta do Hard Rock Cafe.

Obsessão: botas de cano curto

ENQUETE: quantas pronúncias diferentes vocês já ouviram da palavra “ankle boot”? Vou listar as que eu já tive o prazer de escutar: UNCLE boot, ENQ boot, ENCLOU boot e, a melhor de todas, ONCOBOOT (oncotô?).

O fato é que, não importa com qual pronúncia você escolha se referir a elas, todos sabemos o que elas são. Botinhas de cano curto, quase sempre de salto, que já estão aí fazendo a festa da galera há algum tempo. Porém, podemos dizer que ano passado elas deram uma despiriguetada. Se antes, a botinha vinha acompanhada de um salto homérico e uma meia pata travestílica (?), hoje ela volta com salto mais grosso, mais baixo e com uma carinha mais rocker meets country. Pó falar? Tô amando demais ❤ Não consigo imaginar mais nenhuma roupa minha sem o acompanhamento de uma menininha dessa. Trouble is que elas são bem carinhas, né? Então vou ter que me contentar com meu all star da 5ª série.

Mas, pra vocês que se encontram em melhores condições financeiras que eu, rodopiei a internet procurando por modelos bacanas e com preço mais barato. Vamos ver se vocês curtem alguma:

imagens: google ou sites indicados

1. Azaleia, R$139,90 / 2. Zatz, R$159,90 / 3. Satinato, R$199,90 / 4. Via Marte, R$189,90 / 5. Posthaus, R$79,90 / 6. Satinato, R$199,90

Vocês veem que uma botinha dessa por menos de R$100 é milagre na Terra, né? Por isso coloquei essa da Posthaus aí. Foi a única que eu achei mais baratinha! Esses foram apenas alguns dos modelos que eu achei, viu? Salvei mais várias imagens por aqui, mas optei por mostrar ideias diferentes (várias alturas de salto, cores, detalhes). Se vocês ficarem interessadas, recomendo passearem por esses sites que eu postei, porque as opções são infinitas!

Vale ressaltar duas coisas importantes:
1) As botas de número 3, 4 e 6 são de couro. Se você não usa couro por quaisquer razões, foca nas outras opções! 😉
2) Das lojas listadas, comprei apenas na Dafiti e na Renner online. Recomendo as duas de olhos fechados, pois tive ótimas experiências. Linkei as outras lojas só para termos variedades de opções no post, senão ia ficar parecendo jabá e… vocês sabem, né? Risos.

Continuarei desejando minha botinha até que nasça uma árvore de dinheiro no meu quintal (não tenho quintal, ou seja).

Beijos, crianças!

Lorena

TruqueBook: Xadrez

“Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Bicho, nesse caso, é o xadrez nas próximas estações frias. Ele está EVERYWHERE: camisas, bolsas, saias, vestidos, acessórios e te falo que se bobear até na roupa íntima. Aí a gente fala em xadrez e a pessoa pensa em quê?

"Jeremy spooooken..."

O que dizer sobre o jovem Eddie Vedder, né?

Ou então:

Não chamem kilt de saia, gente.

Não chamem kilt de saia, gente

Ou aqui no Brasil, mais provavelmente:

HAHAHA zerou a internet

HAHAHA zerou a internet

Não importa a origem do seu apreço (ou da falta dele) pelo xadrez. O negócio é que ele tá aí e nós vamos ter que engoli-lo. Eu particularmente curto demais e fiquei super feliz em ver que está cada vez mais fácil achar roupa feminina com esse padrão. Mas, pode ser que algumas de vocês pensem que o xadrez é meio chatinho de ser usado e que o negócio é combiná-lo com um jeans ou uma calça preta e olhe lá. Pois viemos mostrá-las que NÃO! Na verdade, o mais divertido de tudo é tentar fugir desse óbvio e acrescentar a estampa a estilos diferentes do grunge (ou sertanejo, ou escocês). Vem comigo!

imagens: lookbook.nu

A Adriana resolveu parear a camisa xadrez com a saia skater. Manteve os acessórios em tons bem neutros e fez uma combinação dessas que todo mundo pode usar. Se a saia fosse mais compridinha, seria uma opção bacana até mesmo pro trabalho. E se você não tem uma saia skater, não tem problema: rola de experimentar com outras modelagens e ver a que combina melhor com o seu tipo de corpo (imaginem só uma saia de brim preta, que coisa linda que não ia ficar). A Rachel-Marie (ou Zooey Deschanel, tanto faz), colocou um suéter por cima e deixou só a gola e a barra da camisa aparecendo. Demais, né? Essa é uma superdica pra parecer SEMPRE mais bem vestida! (P,S.: se você não tem um suéter, ou se o frio ainda não está o suficiente pra isso, você também pode acrescentar uma blusa de malha por cima. Fiz isso aqui, ó). A parte de baixo pode ficar a seu critério! Jeans, calça de tecido, saias ou shorts caem bem. Por fim, a Barbora fez um charminho lindo colocando a blusa amarrada na cintura. Ela poderia usar a blusa por baixo da jaqueta que também ficaria show. Mas olha que graça que ficou isso, gente? Roupa que todo mundo pode usar, de novo!

imagens: lookbook.nu

Como eu disse lá no comecinho, agora é bem mais fácil achar peças em xadrez além das camisas. Já vi saias em todas as lojas de departamento (Renner, C&A, Marisa e Leader) e todas bem legais. A Flávia combinou a skater xadrez com um moletom estampado e uma botinha de cano curto e todos devemos concordar que ela mandou bem! Não tem moletom cropped? No problemo, mi amigo. Certeza que a sua mãe tem aí uma blusa de lã que ela não usa mais e você pode cortar no comprimento e na gola (me perdoem mães, estou estimulando a criatividade das meninas). A Sammi procurou um cachecol e combinou com peças bem básicas em preto e branco. É uma ótima opção pra quem não quer se “axadrezar” demais! E por fim, a Steffy optou por uma combinação mais “preppy”, com o suéter pra dentro da saia e o cintinho pra arrematar. Pra mim, é a forma mais bacana de se usar uma saia xadrez (ou saias de cintura alta em geral), porque fica bem romântico, dá AQUELA disfarçada na pancinha e deixa a gente com cara de Gossip Girl rica e bem-sucedida.

Se vocês acharem alguma peça xadrez com um precinho camarada, conta pra gente aqui nos comentários! Queremos fazer outro post com opções de preço amigável pra galera! 🙂

Beijos, e um ótimo fim de quarta pra vocês!

Lorena

Not-so-look do dia: Blazer e jeans

Começando mais uma semana já com o sentimento de que essa vida adulta não dá trela pra ninguém.

imagem: google

Como eu acordei hoje querendo nunca mais ter que trabalhar, ou ganhar dinheiro, ou lutar pela minha sobrevivência, tive que me vestir de modo a esconder todo esse sentimento destrutivo. Como? Sendo adulta! E como ser adulta em apenas um passo? Usando um blazer!

Nós falamos muito de blazer aqui e, apesar de amá-los muito, não é uma peça que eu uso toda semana. Hoje, o friozinho estava presente e foi ele que me salvou. Vamos à produção nada complexa (e com foto de celular):

imagem: not so it

 

imagem: notsoit

Desnecessário o close no pé, né? Malz ae.

Blazer: Renner 
Camiseta listrada: Keeper
Jeans: roubado do armário da mãe, tenho nem ideia de onde é
Sapatilha: C&A
Bolsa: Rainha de Laço

O blazer da Renner já é bem antiguinho. Na época, foi uns R$120. Vale ressaltar que eu comprei um outro blazer E-XA-TA-MEN-TE igual, com o mesmo acabamento interno (e até com um botão mais bonito e uma etiqueta “Zara” pra completar) no Ebay, e custou $12. Sem frete. Pois é.

A sapatilha foi R$29,90 e também é bem antiga. Se eu tivesse algum compromisso mais sério, até colocaria um salto. Mas, como iria ficar sentadinha no escritório da Not so it o dia inteiro, achei que não teria problema quebrar a “adultice” com a sapatilha engraçadinha. Pra não ficar tudo “combinandinho” de preto, branco e vermelho, escolhi essa bolsa amarelona, que deu uma bagunçada boa no esquema de cores, mas eu nem liguei. De resto, é blusa básica de malha e o jeans dobradinho (que, diga-se de passagem, não me serviu, mas a gente usa mesmo assim).

Maquiagem quase inexistente com o BB Cream da L’Oréal, blush rosinha e rímel. Pá pum.

Essa semana voltamos com mais coisas da vida de uma not-so-it girl.
Ah, e obrigada a todo mundo que comentou no último post de desabafo e elogiou o texto. Lágrimas rolaram de emoção! ❤

Beijocas e boa semana pra todos nós! 

Lorena

A grama do vizinho é tão verde quanto a nossa

Se em uma coisa todos os médicos concordam é que nós precisamos dormir pra viver bem. Dizem que não ter o sono da noite, aquele que dura mais ou menos oito horas, prejudica nossa saúde mais do que nossas olheiras podem mostrar. Acaba com o nosso poder de concentração, bagunça nossa memória e atrapalha até mesmo a emagrecer. Mas pra mim essas não são as maiores desvantagens de uma noite sem sono.

Desde que me entendo por gente tenho insônia das pesadas. Começou como “falta de vontade de dormir”, o que me levava a fechar os olhinhos só lá pelas 3h da manhã (mesmo quando eu tinha que acordar às 5h30). Daí passou à fanfarronice, de só querer dormir depois de assistir todas as séries da Warner que passavam de manhã e acabavam às 8h. Anos e anos dessa lenga-lenga me levaram a ser uma pessoa que frequentemente dorme menos de 4h por noite, o que se fez óbvio no último mês, no qual me vi indo “dormir” quase todos os dias por volta das 7h, apenas pra acordar 2h depois.

Vocês já podem imaginar que eu procuro me manter ocupada, enquanto os carneirinhos não estão prontos para serem contados. Minha maior companheira? A internet. O Facebook, o Instagram, o Pinterest, os mil e um blogs e toda e qualquer outra plataforma de expressão humana na web. E, muito à frente de toda a exaustão física e mental causada pela falta de roncos, a pior desvantagem da insônia pra mim é a queda na autoestima.

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“Lorena, o que tem uma coisa a ver com a outra, pelo amor de João de Santo Cristo?”

Gente, vocês conseguem mensurar a quantidade de fotos, textos, looks e hashtags que eu vejo a cada noite que passo em claro? E vocês conseguem perceber como o mundo é infinitamente feliz, colorido, divertido, inconsequente, rico, estiloso, uhu-dançando-com-a-mão-pra-cima na internet? Às vezes penso em me jogar na DeepWeb só pra ver se consigo fugir de tanta alegria (toc, toc, toc na madeira. Muito medo da DeepWeb). E aí, é como se eu tivesse uma experiência extracorpórea e me enxergasse claramente nesses momentos, com a meia por cima da calça de pijama bebendo Coca-Cola no bico. E penso no meu dia, como ele não foi passado numa praia em Trancoso com champagne e amigos, ou numa viagem a dois regada a vinho em Buenos Aires. Penso em como não tenho dinheiro pra fazer a unha com o esmalte da Giovanna Antonelli e em como minhas fotos no Instagram nunca ficam legais, porque miojo não é um prato fotogênico e o meu cachorro tá super encardido e não embranquece nem com reza. Olha, tô quase certa que eu deveria estar me preocupando mais com a Crimeia, mas isso tudo é como um soco no estômago. Pior: um soco no estômago da minha autoestima, que já esmorecida pelas olheiras que não melhoram, enfraquece de vez e numa queda vai ao chão.

Tony não curtiu isso

Tony não curtiu isso

Me perguntei mais de uma vez se esse seria um fenômeno exclusivo do meu mundo fantástico ou uma cólera dos nossos dias (podem copiar, poetas). Esse olhar tão crítico sobre nós mesmos e, por que não, invejoso sobre o que é do outro. Essa comparação constante de coisas que nem fazem sentido (“olha lá, ela estudou comigo na 3ª série e agora pesa 50kg e eu aqui, com 75”) e que só serve pra nos deixar pra baixo. Confesso que nunca consegui resolver minha dúvida até que, assistindo a uma das séries mais brilhantes que eu já vi, Portlandia, recebo a resposta em forma de frase brilhante:

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“Todo mundo na internet… eles não estão se divertindo tanto quanto você pensa que eles estão” / “Eu acho que eles só estão ‘cortando fora’ toda a tristeza”

Com o perdão pela tradução de “cropping out” (“crop” é aquela ferramenta de editores de imagem em que você seleciona apenas uma parte de uma imagem, e elimina todo o resto), isso é muito maravilhoso. Me sinto obrigada a resumir a cena: o cara em questão convida sua peguete para ir à Itália no fim de semana. Eles só saíram três vezes, mas mesmo assim ele quis surpreendê-la. Eles não têm muito assunto, a viagem é longa, o banheiro do hotel tem o chuveiro em cima da privada, a “namorada” fica acordada durante toda a viagem e dorme assim que chega à Itália e, quando acorda, eles já têm que ir embora. Porém, tudo foi lindamente documentado no Instagram, com caretas engraçadas, parecendo romântico e cheio de glamour. Quando ele chega em casa, as amigas logo o parabenizam pela viagem maravilhosa, já que elas acompanharam tudo pela internet. E então ele conclui com essa frase brilhante: “as pessoas na internet não estão tão felizes quanto você pensa”. BUM.

Ninguém vai documentar a meia por cima da calça de pijama. Ou o hotel cheio de mosquito em Trancoso ou o namorado roncando em Buenos Aires. Ninguém vai postar a briga com a mãe, a orelha inflamada, ou o medo de perder o emprego (mas se o fizesse, seria seguido de #eagorajosé?). Selecionamos o tempo todo o quão felizes queremos parecer pro mundo e muitas vezes esquecemos que todo o mundo faz o mesmo. Nos deixamos entristecer por não termos uma vida tão maravilhosa quanto a de 95% do nosso feed no Instagram e nem pensamos que talvez exista alguém que veja a foto do nosso cachorro encardido e sofra por não poder ter a felicidade de ter um bichinho por perto. Não passa pela nossa cabeça que o nosso miojo pode ter sido compartilhado com uma pessoa que amamos, enquanto alguém que fotografa o prato super exótico e delicioso só o faz porque os likes das redes sociais são o maior – ou talvez único – amor que tem recebido.

Somos movidos em grande parte pela aparência, meus amigos. E se o ditado diz que elas enganam, pode apostar: é porque elas enganam. Estou exercitando o meu olhar todos os dias, pra que ele seja tão impressionável ao olhar para a minha própria vida quanto é quando olha a dos outros. Sugiro que você, caso tenha se identificado com esse texto, tente fazer o mesmo e, da próxima vez que se desanimar por não ter uma vida como a do seu amigo do Instagram, pense: “ele deve ter a unha encravada”.